Ao passo em que toca a música
consigo iluminar também minhas idéias
sinto as idéias e vejo melhor o som
O som que ecoa aos meus sentidos
É o fluxo harmonizado dos meus
pensamentos, que dançam como se
fossem orquestrados por 4 pessoas
sábias
Transcender suicídas
Lenhas obscuras
que inovam nuvens metálicas
na caçamba é jogada
Pra lá e pra cá
de um lado pro outro
num samba de terreiro
ao som de um repente moderno
Coletivo Literário Confraria dos Loucos ...
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Lápide
Morri tantas vezes
quantos renascimentos
me permitiram
De enfarto, atropelado
de bomba de Napalm
em guerra alheia
de tiro de polícia
[em manifestação comunista
Morri uma vez de hemorragia
outra de queda do
sétimo andar
De amor umas três ou quatro
De dor, duas
Envenenado com arsênico
ou ódio
de espera
febre tifóide
acidente de carro
Morri tantas vezes
quanto seu sorriso
permitiu
pacificamente
adormecido
na
minha
memória
Gustavo
quantos renascimentos
me permitiram
De enfarto, atropelado
de bomba de Napalm
em guerra alheia
de tiro de polícia
[em manifestação comunista
Morri uma vez de hemorragia
outra de queda do
sétimo andar
De amor umas três ou quatro
De dor, duas
Envenenado com arsênico
ou ódio
de espera
febre tifóide
acidente de carro
Morri tantas vezes
quanto seu sorriso
permitiu
pacificamente
adormecido
na
minha
memória
Gustavo
sábado, 17 de abril de 2010
¿La Libertad, lo que es eso?
¿La libertad es lo que muchos van a buscar,
pero lo que es la libertad para ellos?
¡En el mundo de la globalización la libertad
se ha tornado mas una mercaduría! Quien
tiene la plata puede cómprala.
La gran preocupación de muchas personas en
el capitalismo esta acerca de como la puede
cómprala. Piensas que con el dinero se puede
comprar a todo y Tudo.
En la constituición de los EE.UU. hay un
articulo que habla acerca de la libertad para El
pueblo estadounidense y solo que ellos
pueden tener es la desigualdad y la miseria.
L.F.
pero lo que es la libertad para ellos?
¡En el mundo de la globalización la libertad
se ha tornado mas una mercaduría! Quien
tiene la plata puede cómprala.
La gran preocupación de muchas personas en
el capitalismo esta acerca de como la puede
cómprala. Piensas que con el dinero se puede
comprar a todo y Tudo.
En la constituición de los EE.UU. hay un
articulo que habla acerca de la libertad para El
pueblo estadounidense y solo que ellos
pueden tener es la desigualdad y la miseria.
L.F.
sábado, 10 de abril de 2010
Na Contra-Mão da MPB
Existe um crivo, uma imposição, quando se fala de música e cultura em nossa sociedade. Esse crivo é um tanto quanto falacioso, e se encontra sob a sigla MPB (Música Popular Brasileira). "(...) a MPB se tornou um produto estético capaz de atender ao paladar mais discriminativo da 'intelligentsia' de hoje".
Não é de hoje que essa relação de poder - se entendemos que existe uma supremacia cultural entre MPB e o que é realmente popular em termos musicais - tem sido alvo de sucessivas desconstruções. O cantor e compositor baiano Raul Seixas, em 1974 cantou o seguinte verso em clara resposta ao movimento troplicália:
Eu já lhe disse que eu não tenho nada a ver
Com a linha evolutiva da música popular brasileira
A única linha que eu conheço
É a linha de empinar uma certa bandeira
Hoje, o mesmo Raul Seixas faz parte desse aperitivo para paladares refinados. Isso porque, segundo muitos teóricos de mesa de bar, o período pós ditadura militar não oferece nada para uma manifestação politizada através da música.
No entanto, este fenômeno é acompanhado por um outro bem característico: a falência do instrumento. No Brasil, o funk carioca é talvez o maior exemplo desses dois fenômenos.
Longe de tentar formular aqui uma critica a esse ritmo musical, creio que é necessário entendê-lo como uma manifestação social. Logo, as críticas a essa manifestação ocultam os preconceitos que marcam ainda, de forma tao severa, a nossa sociedade desde a sua formação até os dias de hoje.
O funk, com sua batida eletrônica e sua letra direta, vem confrontar-se à velha moral católica e cristã... Oferece o grito de liberdade aos que vivem sob um regime de exclusão social. Essa primeira análise é sedutora, mas será que podemos encontrar algo mais, revirando esse apanhado teórico que já virou lugar comum? Qual a genealogia desse ideal de liberdade amoral? O discurso "funkeiro", com sua bandeira de "violência" e "sexo sem compromisso" não faria parte da mesma rede histórica daquilo que denuncia a e chama de repressão, ou seja, a moral católico-cristã que mantém o monopólio do sexo imaculado dentro das representações do casamento, e a violência poilicial, que tão facilmente podemos remontar ao tempo dos senhores coloniais.
Essas questões são inteiramente pertinentes para entedermos de forma mais abrangente o fenômeno funk, e reconhecermos as relações de poder quando tal assunto é abordado na mídia, nos apartamentos da classe média alta, ou nos barracos das comunidades mais pobres.
Referências:
- Música e Democracia; Paes, José Paulo, in Cultura Brasileira - Temas e Situações, Alfredo Bosi (org.), Ed Ática, São Paulo 4ª Ed, 2003 - Série Fundamentos.
- As Aventuras de Raul Seixas Na Cidade De Thor, 1974, Disco Gita
Adriano José
quarta-feira, 31 de março de 2010
Geografia Onomatopéica
Com todo carinho
Despejo palavras nesta folha,
A fim de lhe retribuir,
Ou ao menos tentar,
Todo afago que sinto nas tuas.
Cada metáfora, cada adjetivo
Atribuído à minha pessoa,
Por você,
Faz-se de maneira única
Pois só você sabe o sentido de cada uma delas
E eu, conheço o sentido que cada uma das implica sobre meu ser,
À partir de você.
A única grande distância que há entre nós
É a geográfica!
Mas tua simples existência
Denota grande significância à minha!
Por única e exclusivamente fazer-me muito bem!
Sua conversa! Sua voz!
Você!
E após esse poema, sem verso rimado
Sem nada cantado
Ofereço-lhe
Assim!
L.F.
Despejo palavras nesta folha,
A fim de lhe retribuir,
Ou ao menos tentar,
Todo afago que sinto nas tuas.
Cada metáfora, cada adjetivo
Atribuído à minha pessoa,
Por você,
Faz-se de maneira única
Pois só você sabe o sentido de cada uma delas
E eu, conheço o sentido que cada uma das implica sobre meu ser,
À partir de você.
A única grande distância que há entre nós
É a geográfica!
Mas tua simples existência
Denota grande significância à minha!
Por única e exclusivamente fazer-me muito bem!
Sua conversa! Sua voz!
Você!
E após esse poema, sem verso rimado
Sem nada cantado
Ofereço-lhe
Assim!
L.F.
domingo, 21 de março de 2010
Confraria dos bem amados loucos
Se me permite o encanto do mistério, eis aqui um relato sincero...
Sambando de lado...
Chegaram assim, como a brisa fresca, como chuva de verão, como a rima do poema... E por falar em poema... Do gingado do sambar de lado, vieram novos poetas, novos artistas, novos sabores... assim naturalmente, do nada, de repente...
Sempre Sonhei em ser poeta, mas para ser poeta diziam os normais, é preciso rimar, é preciso escrever gostosamente, daí peguei e desisti, não sei’escrevê e nem mesmo rimá.
Até que certos loucos na mansidão de um samba rouco, ensinaram pra mim na confraria dos loucos que pra ser poeta é preciso brincar, é preciso abandonar a normalidade dos normais, e se deixar levar... Levar-se pelo que, dizia eu sem jeito... Pelo samba, pela poesia pura e santa que sai do boteco, da alma, dos loucos...
Fortunato
Sambando de lado...
Chegaram assim, como a brisa fresca, como chuva de verão, como a rima do poema... E por falar em poema... Do gingado do sambar de lado, vieram novos poetas, novos artistas, novos sabores... assim naturalmente, do nada, de repente...
Sempre Sonhei em ser poeta, mas para ser poeta diziam os normais, é preciso rimar, é preciso escrever gostosamente, daí peguei e desisti, não sei’escrevê e nem mesmo rimá.
Até que certos loucos na mansidão de um samba rouco, ensinaram pra mim na confraria dos loucos que pra ser poeta é preciso brincar, é preciso abandonar a normalidade dos normais, e se deixar levar... Levar-se pelo que, dizia eu sem jeito... Pelo samba, pela poesia pura e santa que sai do boteco, da alma, dos loucos...
Fortunato
domingo, 7 de março de 2010
A mágica purgante divinizada.
Desnecessária prática pirofóbica flagelante.
Esse ecumênico ato decadente, em uma experiência degenerante.
A enxertia que sufoca desavergonhadamente, esse pertubardor pedantismo enraizado, desabrisilado, arrebanhado, acometida por uma mal aprisionante.
Arrebatado por um saber aleatório.
Laoiz
Desnecessária prática pirofóbica flagelante.
Esse ecumênico ato decadente, em uma experiência degenerante.
A enxertia que sufoca desavergonhadamente, esse pertubardor pedantismo enraizado, desabrisilado, arrebanhado, acometida por uma mal aprisionante.
Arrebatado por um saber aleatório.
Laoiz
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